Quem a Siversa apresenta
Inácio Sumbane é engenheiro de software moçambicano, fundador e arquitecto-chefe do SiversaERP. Junta engenharia, produto e marketing no mesmo ofício, com trabalho contínuo em ERP e pagamentos, e com pós-graduação em Psicologia centrada no comportamento humano e na resiliência mental. A empresa confirma o essencial: mais de doze anos a escrever sistemas que têm de aguentar fila no balcão, corte de luz e inspecção fiscal.
O ofício começou em Nampula, na Moz Sistemas, e no grupo que hoje se chama Sumbanix Software Group, do qual é engenheiro e director geral. É ainda fundador do Grupo PixMoz e, desde Julho de 2025, Chief Technology Officer da 3SIX Business Solutions, anunciado pela própria 3SIX. Antes passou pela presidência executiva da ITCORE GROUP. Em público, a linha é curta: estratégia, silêncio, disciplina.
Em 2017 ligou o pagamento por referência à cobrança de propinas e taxas em escolas: a instituição emite a referência, o encarregado paga no canal que já usa, o sistema reconcilia sem fila no tesoureiro. No mesmo fio de trabalho integrou APIs de carteira móvel, entre elas M-Pesa e M-Mola, para o dinheiro entrar no ERP e no posto sem o operador copiar comprovativos à mão.
Quando o software entende o contexto, a empresa deixa de lutar contra a ferramenta e passa a focar-se no negócio.
Inácio Sumbane, citado pela Siversa
Percurso, do diploma ao ecossistema
A formação de base é a Licenciatura em Engenharia Informática e de Telecomunicações na Universidade Politécnica, em Maputo. O resto aprendeu-se no terreno. O perfil público marca Novembro de 2015 como o início da Siversa ERP: arquitectura, produto e engenharia sob a mesma mão. A versão desktop que o mercado ainda reconhece consolidou-se a partir de 2018, com facturação, tesouraria, restauração e hotelaria, feita ao lado de operadores que não tinham paciência para ecrãs traduzidos.
Engenharia de software na Moz Sistemas, Nampula, no que viria a ser o Sumbanix Software Group.
Fundação da Siversa ERP. Arquitectura, estratégia de produto e código na mesma mesa.
Desktop legado (Siversa v2) em facturação, tesouraria, restauração e hotelaria. Expansão modular pedida por clientes em Maputo, Nampula, Beira e Pemba.
SiversaERPv4 na cloud: multi-tenant Remote, POS WPF, CRM Admin e portal MySiversa, manuais e sites públicos.
Direcção geral do Sumbanix Software Group. CTO na 3SIX Business Solutions. Continuidade do GraduadoERP para instituições de ensino.
Em Moçambique, a gestão empresarial ainda passa por pacotes licenciados no estrangeiro ou por folhas que ninguém reconcilia. A tese de Sumbane foi outra: um ERP nacional com profundidade de sistema grande, escrito para o metical, o NUIT e o ritmo do balcão.
O que a empresa quer dizer com especialista .NET
.NET é a plataforma da Microsoft para software de longa duração: uma máquina virtual (CLR), uma biblioteca de classes e linguagens, sobretudo C#. Não é um atalho de página web. É o sítio onde se constroem sistemas que têm de viver dez anos sem ser reescritos de raiz.
No trabalho de Sumbane isso traduz-se em três superfícies. No backoffice, ASP.NET MVC sobre .NET Framework, com tenants Remote, sessão Forms, privilégios por módulo e um binder decimal que aceita o ponto do JavaScript sem zerar o metical quando a cultura da página é pt-PT. No posto, WPF para o SiversaPOS: cliente Windows, persistência SQLite no Standalone, SQL Server da loja na edição Pro, zero chaves secretas embutidas no executável. Por baixo, SQL Server no ERP e no CRM, com schema tratado como contrato, não como detalhe que o Entity Framework inventa.
A mesma disciplina aparece em pagamentos digitais, APIs e, noutros projectos do grupo, bilheteira e plataformas expostas ao público. O ponto não é coleccionar siglas. É manter um runtime único o bastante para o ERP, o POS e o CRM falarem a mesma língua sem partilharem a mesma fronteira de confiança.
O ecossistema que ele desenhou
Quem olha só para o site vê um ERP cloud. Quem olha para a solution vê uma família. Sumbane trata cada peça como produto, não como anexo.
SiversaERP v4 Web
Backoffice Sv4Cloud. Facturação, stock, tesouraria, contabilidade, logística, hotelaria e módulos sectoriais. Multi-tenant Remote: cada empresa com a sua connection string no pedido, caches particionadas, privilégios CRUD e acções finas.
SiversaPOS
Cliente WPF para o balcão. Standalone em SQLite, Pro com SQL da loja. Licença, pagamento e updates passam pelo CRM, nunca pela connection string do ERP. Há garçom em LAN e um pipeline de release com ConfuserEx.
Siversa v2 Desktop
O legado Manager Desktop, ainda vivo em instalações que ainda não migraram. É a prova de que o produto não nasceu na cloud: nasceu no posto, com operadores reais, e depois subiu.
CRM Admin e MySiversa
Dois planos no mesmo site, cookies mutuamente exclusivos. O admin gere tenants, licenças POS, comprovativos e catálogo. O MySiversa é o portal do cliente: conta, subscrição, facturação e serviços da empresa.
Sumbanix CodeBot
Estúdio de modelação. O schema SQL é a fonte de verdade. O CodeBot exporta manifesto, canonical e migrations; o ERP consome o export; o operador aplica no tenant. Código e base não divergem por um «já que estou aqui».
Sites e manuais
www.siversa.co.mz, landing do POS, crm.siversa.co.mz, manuais de ecrã do ERP e do POS. A voz pública e a voz do operador saem da mesma cabeça de produto.
Como as plataformas se falam
A integração, no desenho de Sumbane, é um contrato, não um atalho. O posto não abre a base do ERP. O SiversaPOS autentica licença e updates no CRM, por HTTPS, com desafio RSA no dispositivo. O ERP Web resolve o tenant no pedido e isola sessão, cache e documentos. A factura de fornecedor e a nota de entrada encontram-se no processo de logística, mas a NE não inventa conta a pagar. O desktop v2 permanece à parte até haver cutover.
No CRM, o admin e o MySiversa não convivem no mesmo browser como se fossem a mesma pessoa: o login de um plano expira o cookie do outro. No POS, o check-in é oportunista; o bloqueio duro vem da validade da licença, da revogação e do tamper, não de quinze dias sem internet. Quem lê isto como catálogo de features engana-se. É um mapa de fronteiras.
A doutrina de segurança
Sumbane escreve segurança como recusa de teatro. No ERP, privilégio não é um if
perdido no controller: é catálogo, seed e fail-closed. O dinheiro arredonda-se a duas casas
no ecrã, na validação e na persistência, para o operador não viver um número e a base outro.
Os tenants não partilham cache de processo. Os cookies de planos distintos não ficam os dois
válidos. Nada disto se anuncia como «impenetrável». Anuncia-se como verificável.
No SiversaPOS o executável assume-se desmontável. Por isso não leva chaves de API, HMAC nem connection string privilegiada. A autoridade da licença está no servidor. O cliente guarda um lease protegido por DPAPI e um watermark contra relógio e downgrade. A ofuscação ConfuserEx aumenta o custo de leitura; não substitui o check-in. No trial, o tecto de vendas vive no watermark, não num comentário no código.
A frase que ele publicou no LinkedIn serve de epígrafe a esta secção: «Permissão não é um if perdido no Controller. É arquitectura.» A Siversa adopta-a como norma de casa.
Sumbanix CodeBot, a fábrica que ele idealizou
Há fundadores que desenham o produto e deixam o schema ao acaso. Sumbane fez o inverso: inventou uma ferramenta para o modelo de dados mandar no código. O Sumbanix CodeBot (SumbanixCodebotweb) é o sítio onde se grava a entidade, se exporta o lote e se aplica a migration no tenant. O manifesto leva checksum. O ERP não «alinha» o disco à mão. Se o checksum falha, reexporta-se. Não se pinta o JSON.
Isto é automação com carácter. Gerar código sem contrato é débito. Gerar código a partir de um schema versionado, com o operador a aplicar o SQL, é a forma de um único arquitecto manter um ERP de dezenas de módulos sem o modelo se desfazer. O CodeBot não substitui o julgamento. Multiplica a mão que já sabe o que não pode inventar.
Currículo profissional, em linha
Funções públicas cruzadas com o LinkedIn e com os anúncios das empresas. Datas aproximadas ao perfil.
Referências públicas
Fontes abertas para cruzar cargos, empresas e produtos. Contactos directos no cartão ao lado.
Os módulos do ecossistema
No backoffice, os módulos partilham a mesma base. O POS é outro posto: a venda fica na loja; a licença e os updates passam pelo CRM. Não há atalho para a connection string do ERP.
Emissão de facturas, recibos, notas de crédito e proformas com numeração sequencial, histórico por cliente e conformidade fiscal.
Ponto de venda para lojas, restaurantes e balcões. Cliente Windows próprio: licença e updates no CRM. Não abre a base do ERP.
Pipeline comercial, leads, oportunidades, actividades e histórico de contacto com clientes, alinhado com a facturação.
Fluxos de caixa, contas a pagar e receber, tesouraria e visão clara de quanto entra, sai e fica disponível.
Plano de contas, lançamentos, balancetes e mapas contabilísticos alinhados com a operação comercial.
Fornecedores, encomendas, recepção de mercadoria e controlo de aquisições do pedido ao pagamento.
Indicadores, dashboards e relatórios gerenciais para decidir com base em números actualizados, não em estimativas.
Produtos, armazéns, lotes, preços e movimentos. Saiba o que tem, onde está e quanto vale.
Entregas, rotas, expedição e acompanhamento da mercadoria desde o armazém até ao cliente.
Veículos, manutenção, consumos e gestão de transporte próprio ou terceirizado.
Ordens de produção, matérias-primas, transformação e controlo fabril integrado com stock.
Planeamento, tarefas, prazos e execução para empresas de serviços, obras ou consultoria.
Saúde, segurança no trabalho e conformidade. Registos, incidentes e obrigações legais organizados.
Colaboradores, permissões, assiduidade e processos de recursos humanos ligados à operação.
Gestão de postos de combustível: bombas, tanques, turnos e reconciliação de vendas.
Reservas, quartos, recepção e facturação integrada para unidades de alojamento.
Agenda, pacientes, consultas e facturação clínica num fluxo contínuo.
Alunos, turmas, propinas e gestão institucional para escolas e centros de formação.
Processos, clientes, prazos e honorários para escritórios jurídicos.
Gestão de pedidos de lavandaria, peças, estados de serviço, entregas e facturação integrada com clientes e caixa.
Gestão de microcrédito: clientes, contratos, prestações, cobranças e acompanhamento da carteira, alinhado com a tesouraria.
Gestão de ginásio: membros, planos de mensalidade, check-in, aulas e facturação integrada com clientes e caixa.
Porque a empresa publica este perfil
Quem escolhe um sistema de gestão merece saber quem o pensou. A Siversa publica este retrato na terceira pessoa para não misturar a voz do fundador com a voz do produto. O trabalho continua a ser o dele. A responsabilidade de o descrever é da casa.
Se a empresa procura uma plataforma nacional, modular e preparada para crescer, veja os planos ou fale connosco. Para facturação electrónica junto da Autoridade Tributária, o artigo de compliance de Santos Lemane cobre o comunicado de início, a memória descritiva e a comunicação mensal à AT.